quinta-feira, 17 de maio de 2012

Olha as flores que eu trouxe pra você, amor

Hoje acordei com vontade de te ver. Já são dez dias sem você e eu tô enlouquecendo. Abri os olhos e só o que eu queria era o teu corpo quentinho colado no meu, teu cabelo macio pra eu dedilhar. Cadê você pra dividir o travesseiro?
A gente briga, ri e chora. E ri de novo. Não entendo muito bem o que é felicidade mas sei que tu pode me ajudar.
Quando você não tá aqui eu fico lembrando dos nossos momentos juntas. Guria, o sorriso que tu me coloca na boca é tão grande que dá pra ver de longe. Culpa tua essa minha alegria, nem o mau humor da minha mãe me tira o brilho dos olhos. Tu é meu porto seguro.
A lua tá tão linda hoje, já olhou pra ela? Pede licença pro professor e corre pra janela, fala que é pra lembrar de mim. 
Eu tô aqui contando as estrelas e ouvindo SoKo, esperando tu chegar da faculdade e me ligar. Pode mandar sms se quiser, contanto que tu chegue logo que a saudade tá me matando.
Esbarrei no teu corpo, adivinha só? Me rendeu outro texto. Vai pra tua coleção, pretinha.                      
                
                      "If I take your heart, it's forever close to mine"

quarta-feira, 9 de maio de 2012

E agora o amanhã, cadê?

Pensei que já era noite e fui praí descansar, me deparei com portas e janelas trancadas. Fui pra calçada ensaiar nossa briga, só lembrei do teu colchão. A gente sabe da verdade só não quer acreditar, e eu não entendo a minha sina de gostar de quem não me quer bem. Me escondo atrás da covardia que a tua mentira conta. 
Andei te procurando nos espelhos da casa, só te achei numa moldura que deixei atrás dos livros de receita. Não queria te achar tão fácil assim.
Não é insônia, a madrugada tem o costume de deixar as palavras mais bonitas, talvez seja a falta de lucidez que o sono traz. Isso sempre me ajudou a falar de você.
Eu só tenho um copo d'água e uma televisão sem sinal, você tem uma voz pra aquecer teu ouvido. Não é cíume, são sentimentos entalados que resolveram soltar da garganta e rabiscar o restante do corpo com versos por acabar.  
Me fez bem esvaziar a estante.

  Posso te pagar um café enquanto o táxi não chega? O isqueiro tá no bolso esquerdo da calça, tem um bilhete no direito. Só leia quando sentir falta de mim.
                                   Que seja daqui a três minutos, por favor.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Sete e vinte e dois

É estranho dar vida a um sonho que nem mesmo fui capaz de sonhar. Dias atrás me disseram que a felicidade é medida em cifras depositadas no teu bolso e que um sorriso não vale um centavo.
Aqui do alto eles me parecem tão iguais, não sei em quem devo acreditar.
Sentada em meio a multidão que nada além de seu próprio ego consegue ver, estou aqui a observar. Poucos são os que me retribuem o olhar.
O casal ao lado parece interessado na menina de fone de ouvido que tanto fala, olha e ri sozinha, que só traz consigo seu caderno e um amontoado de palavras pra encaixar. Ela faz malabarismo com a caneta enquanto brinca de escrever.
Paro o relógio e fico a apreciar o azul quase que perfeito lá do céu, não fosse a nuvem que de branca já tomou o cinza das ruas. 
Os olhos vizinhos resolveram se mudar de mim, cansados de tentar entender a menina de caneta preta. Eu também cansei.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Na varanda

Sabe quando o coração parece gritar dentro do peito? O meu tá dizendo que te ama e vai transbordar. É brega, eu sei, mas se te arrancar um sorriso já valeu a pena.
Todos os caminhos errados que trilhei me fizeram chegar até aqui. E eu poderia te olhar a noite toda que não me cansaria. Me deixa fazer parte do teu futuro?
Amor, eu tô aqui sentada no sofá olhando nossa foto, lembrando nossa tarde, nossos planos, nosso futuro relógio. Eu tô sorrindo e é pra você, cê tá me vendo daí? Eu tô chorando e é de felicidade, minha menina.
Quero nossa casa com nossos discos, nossos móveis, nossos livros, nossos filhotes, nossos filmes, nossos sorrisos, nossos beijos, nossos olhares, nossa cama, nosso amor. Meu lugar é ao teu lado.
Minha linda, vou te acordar todo dia com café na cama e uma xícara de beijos bem dados.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Virando a esquina

É hora de seguir em frente, você e eu. Essa é a última vez que escrevo algo sobre ti. Já não existe nós, somos folhas arrancadas do caderno que nos acolheu.
Não há lágrimas nesse adeus, você já me deixou partir. Eu te tirei do lugar, me encontrei em outro alguém e de lá não saio mais. Não há motivo para músicas tristes continuarem a tocar.
Sinto saudade de como a gente era antes disso tudo, antes de deixarmos um sentimento ilusório entrar e bagunçar a gaveta. A casa estava arrumada mas esquecemos de trancar a porta.
Somos restos inteiros de uma metade que não deu certo, fomos instantes pequenos de um álbum repleto de canções de despedida. Hoje somos estranhas conhecidas atravessando a rua por entre os carros para evitar um olhar. 

sábado, 31 de março de 2012

Clareia minha vida, amor

Você que me devolveu a voz, trouxe de volta o canto.
Você me deu teu colo, me roubou o pescoço e fez dele tua moradia.
Você que me roubou os sonhos, tirou de mim o pranto.
Hoje é tudo teu, é nosso. Sempre foi você, até quando não era.
Fecho os olhos e vejo um lindo raio de sol atravessar a cortina do nosso quarto, enquanto te acordo com um beijo e te tiro da cama. A noite te levo pra varanda, gosto de ver a lua contigo, contar as estrelas enquanto dividimos um canto na rede.
Pois é, agora tu sabe o que acontece no meu mundo de sonhos. E nem preciso dormir, é só lembrar você pra nossa realidade imaginária se aflorar no pensamento e quando dou por mim, tô no teu mundo e não dá pra colocar os pés no chão.
Vê se não ocupa todo o espaço dessa cama de solteiro que eu tô indo aí deitar contigo.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Baby, I'm sure

Esbarro no teu corpo guardado num canto do meu, tu me prepara um café e puxa a cadeira pra se sentar. Tomo teu beijo como desjejum, tu abre o sorriso e me morde o lábio. Dá pra sentir teu perfume pela casa inteira.
Vou te trancar no meu quarto, deitar você no colo enquanto a chuva cai lá fora, usar teus braços como escudo pros trovões que tanto me assustam. Mallu, Cícero, Tulipa, Camelo, e tantos outros, irei sussurrar todo dia em teus ouvidos, enquanto te faço carinho e te prendo mais em mim. 
Vou te olhar a noite toda, te deixar com vergonha, te fazer rir e me encantar ainda mais com teu riso meigo. Quero pegar tua mão e não mais soltar.