Eu só queria acordar, olhar pro lado e te ver aqui, sorrir ao chegar em casa e te encontrar, sentir aquele friozinho na barriga ao sentir teu toque, sentir teu sabor, e fazer com que todo dia pareça ser o primeiro de nossas vidas, fazer com que as emoções se tornem ainda mais fortes, coisas que nem o tempo é capaz de apagar. Eu queria ter você ao meu lado pra poder ser feliz, sem ter que me esforçar ou fingir.
Eu só queria você pra fazer o nosso pra sempre se tornar real, sem final feliz, não vejo fim no que sinto apenas o pra sempre. Não é necessário ser como nos romances espalhados pelos livros, vamos escrever a nossa história juntas, vamos viver o nosso amor sem nos importarmos com o restante do mundo, afinal, o meu mundo é você.
domingo, 14 de novembro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Que seja feita a minha vontade
Tu és a minha certeza mais incerta, aquela que eu mais gosto, a que mais me deixa segura.
Como eu queria te ter pra mim, como eu queria te chamar de minha, abusaria do uso do possessivo contigo, sempre na primeira pessoa do singular. Tu serias só minha.
Quanto tempo ainda terei de aguentar longe de ti antes de enlouquecer de vez?
Por menor que fosse o tempo, eu só queria te sentir, a minha boca quer sentir a tua, o meu corpo quer o teu colado nele, sentir teus olhos me desnudando vorazmente, sem vergonha alguma, sem pressa alguma, só nós duas em nosso mundo, sem nos preocuparmos com nada além do nosso amor, nada além de nós.
Era só o que eu queria, só tu e mais ninguém, pra sempre, pra sempre minha, mesmo a eternidade sendo muito pouco pra viver ao teu lado.
Eu te amo, minha menina.
Como eu queria te ter pra mim, como eu queria te chamar de minha, abusaria do uso do possessivo contigo, sempre na primeira pessoa do singular. Tu serias só minha.
Quanto tempo ainda terei de aguentar longe de ti antes de enlouquecer de vez?
Por menor que fosse o tempo, eu só queria te sentir, a minha boca quer sentir a tua, o meu corpo quer o teu colado nele, sentir teus olhos me desnudando vorazmente, sem vergonha alguma, sem pressa alguma, só nós duas em nosso mundo, sem nos preocuparmos com nada além do nosso amor, nada além de nós.
Era só o que eu queria, só tu e mais ninguém, pra sempre, pra sempre minha, mesmo a eternidade sendo muito pouco pra viver ao teu lado.
Eu te amo, minha menina.
domingo, 12 de setembro de 2010
Teu brinquedo
Você adora brincar comigo dizendo essas palavras bonitas, essas juras mal feitas de um amor fajuto, você se diverte às minhas custas, eu sei disso, mas não consigo viver só. Preciso de um alguém pra me iludir, pra extrair tudo aquilo que de bom eu tenho, e depois me jogar no lixo.
É algo que preciso fazer, ir do céu ao inferno em um curto espaço de tempo, é a minha terapia, meu modo de viver bem. Pode parecer meio doentio, mas é muito bom de se sentir, experimentar todos os gostos que devem ser provados, saborear a alegria e logo em seguida o gosto salgado das lágrimas.
Se o que você quer é me fazer sofrer, se isso vai te fazer feliz, me machuque querida, faça o que quiser comigo. Sou apenas um fantoche sendo controlado por tuas lindas mãos.
É algo que preciso fazer, ir do céu ao inferno em um curto espaço de tempo, é a minha terapia, meu modo de viver bem. Pode parecer meio doentio, mas é muito bom de se sentir, experimentar todos os gostos que devem ser provados, saborear a alegria e logo em seguida o gosto salgado das lágrimas.
Se o que você quer é me fazer sofrer, se isso vai te fazer feliz, me machuque querida, faça o que quiser comigo. Sou apenas um fantoche sendo controlado por tuas lindas mãos.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Numa tarde qualquer
Papel e caneta nas mãos, tenho muitos sentimentos para descrever, já que senti-los dizem não ser o correto a se fazer.
Talvez um cigarro ajudaria na hora da inspiração, na falta dele, um belo som agridoce está de bom tamanho. Uma musa inspiradora também seria de bom grado, na falta de uma real, a imaginária já me basta, uma taça de vinho barato me ajudará com isso.
A caneta começa a falhar, meus sentimentos parecem não ser mais tão certos assim, o vinho está acabando, a melodia que serve de trilha sonora continua ao fundo, o papel está todo rabiscado, já não há mais espaço, é hora de virar a página e começar a escrever outra história.
Mas isso pouco importa pois sei que "o mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você."
Talvez um cigarro ajudaria na hora da inspiração, na falta dele, um belo som agridoce está de bom tamanho. Uma musa inspiradora também seria de bom grado, na falta de uma real, a imaginária já me basta, uma taça de vinho barato me ajudará com isso.
A caneta começa a falhar, meus sentimentos parecem não ser mais tão certos assim, o vinho está acabando, a melodia que serve de trilha sonora continua ao fundo, o papel está todo rabiscado, já não há mais espaço, é hora de virar a página e começar a escrever outra história.
Mas isso pouco importa pois sei que "o mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você."
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Morena
Ela me olhou com aqueles lindos olhos cor de mel, e eles me tiraram de órbita, me transportaram pra outra dimensão, me colocaram em transe.
Me perdi na imensidão daquele olhar, tão suave, transparecia sua inocência, irradiava sua alegria, me fazia enlouquecer de vontade, vontade de tomar pra mim não só aquele olhar, mas também a dona dele.
Nossos olhares ainda estavam interligados. Ah, como eu queria eternizar esse momento, nossa troca de olhares, aquele sorriso torto em sua boca, minha vontade de tê-la em minhas mãos, a expressão que ela mantinha em seu rosto, indecifrável, aquele olhar sedutor, os olhos cor de mel que me devoravam, o meu sorriso escroto estampado em minha face.
Ela morde o lábio inferior e sorri, mantendo o olhar voltado à mim, eu já me sentia completamente nua diante daquele olhar, estava totalmente entregue.
Seus longos cachos, seus lábios carnudos, sua pele morena - realmente essa é a cor do pecado - , e aqueles lindos olhos cor de mel que me desnudavam, dava a impressão de que havia alguma espécie de imã que nos conectava.
Eu não entendia o que aquela linda morena queria, pensei que pudesse ser algum tipo de jogo e me deliciei com a idéia, nunca havia jogado algo tão gostoso, tão prazeroso. Se realmente fosse um jogo, eu queria me sagrar vitoriosa e como prêmio, gostaria de ganhar aquela morena, a dos lábios carnudos e olhos cor de mel que insistiam em olhar pra mim e me enlouquecer.
Perdida em meus devaneios, imaginando mil e uma coisas com a minha morena, desperto ao vê-la caminhar em minha direção, sorrindo sedutoramente e olhando em meus olhos, sem desviar. Sinto instantaneamente minhas pernas tremerem.
Ela para quando fica bem em frente à mim, nossos olhos continuam a se encarar, não desviaram em nenhum momento desde que se encontraram pela primeira vez.
Não trocamos nenhuma palavra, não era necessário, nossos olhares e sorrisos tortos diziam tudo, tudo que as palavras não diriam ou então deixariam subentendidas. Nos aproximamos, sorrindo. Ela morde o lábio inferior, olha para minha boca e depois volta a me devorar. Eu entendo o recado. Ela toca meu rosto, eu estremeço, é o primeiro contato que temos, sentir aquela pele macia me fez delirar. Coloco minhas mãos em sua cintura, e a puxo para mim, aproximando ainda mais nossos corpos. Sorrio, ela retribui. Nos beijamos, não de uma forma rápida, selvagem, nos beijamos suavemente, sem pressa alguma, trocando carícias, delicadamente, explorando calmamente a boca uma da outra, entrando em êxtase total.
Ah, nenhuma sensação pode ser comparada a essa, ter aquela morena em meus braços me fez sonhar. Beijando aqueles lábios carnudos descobri que não eram só seus olhos que pareciam mel.
Nossos lábios vão aos poucos se afastando, mas pareciam não querer que isso acontecesse, pareciam temer a distância proposta, pareciam temer a separação.
Nossos rostos não atingem muita distância, assim então pude ver aqueles lindos olhos ainda mais próximos à mim. Não imaginava que eles conseguiriam ficar mais belos, pude ver neles o meu reflexo, ser alvo daqueles lindos olhos cor de mel, ser o motivo daquele sorriso torto estampado naqueles lábios carnudos, não poderia pedir nada mais, ter aquela morena pra mim era o que eu mais queria.
Oi - Ela diz com um sorriso torto, meio de lado, encantador.
Oi - Eu respondo, retribuindo o sorriso, completamente encantada com a beleza daquela morena, da minha morena.
Me perdi na imensidão daquele olhar, tão suave, transparecia sua inocência, irradiava sua alegria, me fazia enlouquecer de vontade, vontade de tomar pra mim não só aquele olhar, mas também a dona dele.
Nossos olhares ainda estavam interligados. Ah, como eu queria eternizar esse momento, nossa troca de olhares, aquele sorriso torto em sua boca, minha vontade de tê-la em minhas mãos, a expressão que ela mantinha em seu rosto, indecifrável, aquele olhar sedutor, os olhos cor de mel que me devoravam, o meu sorriso escroto estampado em minha face.
Ela morde o lábio inferior e sorri, mantendo o olhar voltado à mim, eu já me sentia completamente nua diante daquele olhar, estava totalmente entregue.
Seus longos cachos, seus lábios carnudos, sua pele morena - realmente essa é a cor do pecado - , e aqueles lindos olhos cor de mel que me desnudavam, dava a impressão de que havia alguma espécie de imã que nos conectava.
Eu não entendia o que aquela linda morena queria, pensei que pudesse ser algum tipo de jogo e me deliciei com a idéia, nunca havia jogado algo tão gostoso, tão prazeroso. Se realmente fosse um jogo, eu queria me sagrar vitoriosa e como prêmio, gostaria de ganhar aquela morena, a dos lábios carnudos e olhos cor de mel que insistiam em olhar pra mim e me enlouquecer.
Perdida em meus devaneios, imaginando mil e uma coisas com a minha morena, desperto ao vê-la caminhar em minha direção, sorrindo sedutoramente e olhando em meus olhos, sem desviar. Sinto instantaneamente minhas pernas tremerem.
Ela para quando fica bem em frente à mim, nossos olhos continuam a se encarar, não desviaram em nenhum momento desde que se encontraram pela primeira vez.
Não trocamos nenhuma palavra, não era necessário, nossos olhares e sorrisos tortos diziam tudo, tudo que as palavras não diriam ou então deixariam subentendidas. Nos aproximamos, sorrindo. Ela morde o lábio inferior, olha para minha boca e depois volta a me devorar. Eu entendo o recado. Ela toca meu rosto, eu estremeço, é o primeiro contato que temos, sentir aquela pele macia me fez delirar. Coloco minhas mãos em sua cintura, e a puxo para mim, aproximando ainda mais nossos corpos. Sorrio, ela retribui. Nos beijamos, não de uma forma rápida, selvagem, nos beijamos suavemente, sem pressa alguma, trocando carícias, delicadamente, explorando calmamente a boca uma da outra, entrando em êxtase total.
Ah, nenhuma sensação pode ser comparada a essa, ter aquela morena em meus braços me fez sonhar. Beijando aqueles lábios carnudos descobri que não eram só seus olhos que pareciam mel.
Nossos lábios vão aos poucos se afastando, mas pareciam não querer que isso acontecesse, pareciam temer a distância proposta, pareciam temer a separação.
Nossos rostos não atingem muita distância, assim então pude ver aqueles lindos olhos ainda mais próximos à mim. Não imaginava que eles conseguiriam ficar mais belos, pude ver neles o meu reflexo, ser alvo daqueles lindos olhos cor de mel, ser o motivo daquele sorriso torto estampado naqueles lábios carnudos, não poderia pedir nada mais, ter aquela morena pra mim era o que eu mais queria.
Oi - Ela diz com um sorriso torto, meio de lado, encantador.
Oi - Eu respondo, retribuindo o sorriso, completamente encantada com a beleza daquela morena, da minha morena.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Fim de um tormento
Uma lágrima escorreu de seus olhos e percorreu todo o seu rosto, ela a enxugou, mas não conseguiu impedir que outras também caíssem, era tarde demais pra isso, seus olhos já estavam cheios delas, e elas estavam prontas para fazer o mesmo percurso que a primeira. Cada lágrima vinha acompanhada de um sentimento diferente, ou seria ele igual? Ela não era capaz de diferenciar.
Ela sentia um misto de emoções desconhecidas, inexplicáveis e intensas, provocadas por algo que não se sabia o que era, não havia nenhum motivo para se sentir assim.
Não sabia o por que de tamanho desespero, sempre fora uma pessoa tão fria e racional, não chorava facilmente, não havia sentimentos em seu ser, e ela não tinha motivos para isso! Por que as lágrimas insistiam em cair?
- AAAAAAAAAAAH!
Ela grita, na tentativa de afastar, ou ao menos suavizar o choro, pois sabia que seria quase impossível acabar com ele, porém não obtém êxito. Ela já não sabe mais o que fazer, na verdade ela não sabia de mais nada, tudo que ela queria era uma cura, uma saída, algo que fizesse aquela dor parar, algo que desse fim naquela tortura.
Saiu correndo pela rua, não se importava com nada, não via nada, tudo que ela queria era que parasse, que aquela maldita dor acabasse, falava consigo mesma, estava enlouquecendo e sabia disso, ouvia vozes.
É, estou mesmo enlouquecendo - pensou.
Colocou suas mãos na cabeça, fechou os olhos
AAAAAAAAAAAAAAAAAH! - gritou de novo, dessa vez mais forte, mais alto, com mais raiva.
Ela estava perturbada, disso não restavam dúvidas, mas ela se perguntava: Por que? O que tá acontecendo comigo?
As lágrimas continuavam caindo, ela não sabia o que fazer.
Encostada num canto, chorando, a cabeça encostada nos joelhos e as mãos sobre a mesma, com os olhos fechados, murmurando palavras de ódio, de indignação, insistia em fazer as mesmas perguntas: Por que? Por que depois de tanto tempo? Por que?
Levantou sua cabeça, abriu seus olhos e viu que estava em frente a uma ponte, não era muito alta mas era o suficiente para satisfazer seu desejo.
- É o único jeito
Ela dizia pra si mesma, sabia que essa não era a melhor saída, mas não havia outra.
Então se levantou, correu para a ponte, olhou em volta, não havia mais ninguém ali.
- Perfeito
Pensou.
Ela respirou fundo, fechou os olhos, lembrou de tudo o que havia vivido, todas as alegrias, todas as tristezas, agora sabia a razão de tanta dor. As lágrimas continuavam caindo, mas agora foram acompanhadas de um sorriso, um lindo sorriso que só ela era capaz de dar, e também de um:
-Então era isso..
Se sentiu feliz com a descoberta. Respirou fundo mais uma vez, e pulou, fez isso para acabar com sua dor, pulou pois sabia que assim acabaria com aquela tortura.
Pulou para que assim então, pudesse viver.
Ela sentia um misto de emoções desconhecidas, inexplicáveis e intensas, provocadas por algo que não se sabia o que era, não havia nenhum motivo para se sentir assim.
Não sabia o por que de tamanho desespero, sempre fora uma pessoa tão fria e racional, não chorava facilmente, não havia sentimentos em seu ser, e ela não tinha motivos para isso! Por que as lágrimas insistiam em cair?
- AAAAAAAAAAAH!
Ela grita, na tentativa de afastar, ou ao menos suavizar o choro, pois sabia que seria quase impossível acabar com ele, porém não obtém êxito. Ela já não sabe mais o que fazer, na verdade ela não sabia de mais nada, tudo que ela queria era uma cura, uma saída, algo que fizesse aquela dor parar, algo que desse fim naquela tortura.
Saiu correndo pela rua, não se importava com nada, não via nada, tudo que ela queria era que parasse, que aquela maldita dor acabasse, falava consigo mesma, estava enlouquecendo e sabia disso, ouvia vozes.
É, estou mesmo enlouquecendo - pensou.
Colocou suas mãos na cabeça, fechou os olhos
AAAAAAAAAAAAAAAAAH! - gritou de novo, dessa vez mais forte, mais alto, com mais raiva.
Ela estava perturbada, disso não restavam dúvidas, mas ela se perguntava: Por que? O que tá acontecendo comigo?
As lágrimas continuavam caindo, ela não sabia o que fazer.
Encostada num canto, chorando, a cabeça encostada nos joelhos e as mãos sobre a mesma, com os olhos fechados, murmurando palavras de ódio, de indignação, insistia em fazer as mesmas perguntas: Por que? Por que depois de tanto tempo? Por que?
Levantou sua cabeça, abriu seus olhos e viu que estava em frente a uma ponte, não era muito alta mas era o suficiente para satisfazer seu desejo.
- É o único jeito
Ela dizia pra si mesma, sabia que essa não era a melhor saída, mas não havia outra.
Então se levantou, correu para a ponte, olhou em volta, não havia mais ninguém ali.
- Perfeito
Pensou.
Ela respirou fundo, fechou os olhos, lembrou de tudo o que havia vivido, todas as alegrias, todas as tristezas, agora sabia a razão de tanta dor. As lágrimas continuavam caindo, mas agora foram acompanhadas de um sorriso, um lindo sorriso que só ela era capaz de dar, e também de um:
-Então era isso..
Se sentiu feliz com a descoberta. Respirou fundo mais uma vez, e pulou, fez isso para acabar com sua dor, pulou pois sabia que assim acabaria com aquela tortura.
Pulou para que assim então, pudesse viver.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Momento de fraqueza
O dia estava normal, como qualquer outro, monótono, entediante, as mesmas coisas, as mesmas pessoas, os mesmos sorrisos falsos e forçados, os mesmos erros cometidos, as brigas de sempre, o meu mau-humor rotineiro, a mesma vida medíocre, nada é diferente, tudo é igual.
Não que eu esteja reclamando disso, pelo contrário, isso pra mim é um alívio, pois sentindo tudo aquilo que eu disse não me resta tempo pra outro sentimento, aquele que traz consigo vários outros.
Com tanta coisa pra sentir, para reclamar, não tenho tempo para amar, logo, não tenho tempo para sofrer, também não tenho tempo para ser feliz, mas a felicidade nunca foi real pra mim, por isso não sinto tanto sua falta.
Já vivi por muito tempo de amor e sofrimento, não os quero mais em mim, me cansei deles, prefiro ficar com meu tédio, meu mau-humor, minha solidão, do que ter de enfrentar tudo aquilo de novo, sinto que estou imune a esses sentimentos: amor, felicidade, sofrimento, não os sinto, ou pelo menos tento não sentir.
Mas hoje enquanto voltava pra casa escutando minhas músicas, sem me importar com o resto do mundo - pois esse é o único momento em que toda a monotonia, toda a melancolia desaparecem de mim - e em meio a tantas outras músicas, toca aquela que eu não precisava ouvir, que eu não queria ouvir, a única capaz de mexer com meus mais profundos e secretos sentimentos, com meu coração, que me faz lembrar que ele ainda existe, que ainda bate no meu peito, aquela música que me faz lembrar de você.
Não quis impedir que ela tocasse, queria provar pra mim mesma que sou forte o bastante, que você não era mais nada pra mim, me esforcei inutilmente.
Tentei ao máximo conter minhas lágrimas, eu não queria chorar, eu não queria esse sentimento novamente, eu não queria, mas isso não foi o suficiente, não consegui segurá-las, aos poucos foram caindo, aos poucos fui enfraquecendo, o meu único desejo era sair correndo dali, fugir daquilo que estava me devorando, arrancá-lo de mim o mais rápido possível, eu queria gritar, talvez fosse essa a maneira de me libertar daquilo, como pode uma música fazer isso comigo?
Insisto em pensar nisso, apenas o faço para tentar esconder o verdadeiro motivo de meu desespero, tentei em vão.
Choro intensamente, não me preocupo com as pessoas ao meu redor, elas não existem, naquele momento sou apenas eu e meu sofrimento.
A música acaba, enxugo minhas lágrimas, me recomponho, meu momento de fraqueza acabou, ele durou apenas o tempo daquela música, durou apenas cinco minutos, cinco longos e desesperadores minutos, mas que não importam mais, eles agora fazem parte do meu passado, como você também faz.
Não que eu esteja reclamando disso, pelo contrário, isso pra mim é um alívio, pois sentindo tudo aquilo que eu disse não me resta tempo pra outro sentimento, aquele que traz consigo vários outros.
Com tanta coisa pra sentir, para reclamar, não tenho tempo para amar, logo, não tenho tempo para sofrer, também não tenho tempo para ser feliz, mas a felicidade nunca foi real pra mim, por isso não sinto tanto sua falta.
Já vivi por muito tempo de amor e sofrimento, não os quero mais em mim, me cansei deles, prefiro ficar com meu tédio, meu mau-humor, minha solidão, do que ter de enfrentar tudo aquilo de novo, sinto que estou imune a esses sentimentos: amor, felicidade, sofrimento, não os sinto, ou pelo menos tento não sentir.
Mas hoje enquanto voltava pra casa escutando minhas músicas, sem me importar com o resto do mundo - pois esse é o único momento em que toda a monotonia, toda a melancolia desaparecem de mim - e em meio a tantas outras músicas, toca aquela que eu não precisava ouvir, que eu não queria ouvir, a única capaz de mexer com meus mais profundos e secretos sentimentos, com meu coração, que me faz lembrar que ele ainda existe, que ainda bate no meu peito, aquela música que me faz lembrar de você.
Não quis impedir que ela tocasse, queria provar pra mim mesma que sou forte o bastante, que você não era mais nada pra mim, me esforcei inutilmente.
Tentei ao máximo conter minhas lágrimas, eu não queria chorar, eu não queria esse sentimento novamente, eu não queria, mas isso não foi o suficiente, não consegui segurá-las, aos poucos foram caindo, aos poucos fui enfraquecendo, o meu único desejo era sair correndo dali, fugir daquilo que estava me devorando, arrancá-lo de mim o mais rápido possível, eu queria gritar, talvez fosse essa a maneira de me libertar daquilo, como pode uma música fazer isso comigo?
Insisto em pensar nisso, apenas o faço para tentar esconder o verdadeiro motivo de meu desespero, tentei em vão.
Choro intensamente, não me preocupo com as pessoas ao meu redor, elas não existem, naquele momento sou apenas eu e meu sofrimento.
A música acaba, enxugo minhas lágrimas, me recomponho, meu momento de fraqueza acabou, ele durou apenas o tempo daquela música, durou apenas cinco minutos, cinco longos e desesperadores minutos, mas que não importam mais, eles agora fazem parte do meu passado, como você também faz.
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