quinta-feira, 15 de março de 2012

Baby, I'm sure

Esbarro no teu corpo guardado num canto do meu, tu me prepara um café e puxa a cadeira pra se sentar. Tomo teu beijo como desjejum, tu abre o sorriso e me morde o lábio. Dá pra sentir teu perfume pela casa inteira.
Vou te trancar no meu quarto, deitar você no colo enquanto a chuva cai lá fora, usar teus braços como escudo pros trovões que tanto me assustam. Mallu, Cícero, Tulipa, Camelo, e tantos outros, irei sussurrar todo dia em teus ouvidos, enquanto te faço carinho e te prendo mais em mim. 
Vou te olhar a noite toda, te deixar com vergonha, te fazer rir e me encantar ainda mais com teu riso meigo. Quero pegar tua mão e não mais soltar.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Éramos nós dessa vez

É engraçado ver como tuas barreiras crescem e se modificam. Teu mau humor ficou pra trás, hoje você se esconde atrás dessa maquiagem borrada e de umas garrafas de bebida, quase se esquece de mostrar o lindo sorriso que já me conquistou um dia. Me lembro da nossa primeira conversa, da minha primeira certeza. Não gosto muito de lembrar do que deu fim ao nosso pra sempre, talvez por isso ainda sinta tua falta.
Saudade não tem nada a ver com merecimento, você esteve presente em grande parte da minha vida, é impossível vir hoje e dizer que não sinto nada. Na verdade, tu faz parte de um pedaço que eu não vou apagar, independente do que houve entre nós. É tudo bem maior do que você e eu, do que o tempo fez acontecer, é algo que não dá pra colocar em palavras e você sabe. 
Canto bem alto, quase gritando, pra tentar alcançar o teu ouvido e te fazer entender tudo o que eu não falei.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

De tanto fingir

Não quero acordar e ter de lidar com a realidade, nos meus sonhos é tão mais fácil ser feliz. Fiz de você meu sol, hoje não tenho como me aquecer.
Mais um dia recheado de tédio, e eu tentando me livrar de coisas que me lembram você. Fotos, textos, músicas. Gastei minhas melhores músicas contigo. Você não tem mais.
Me esqueço de ti a cada trecho que te lembro, falo tanto sobre nós que um dia me canso e te apago de vez.
Não choro tua ausência, nem tento preencher a lacuna que as quatro letras deixaram aqui. Deixo o vento te levar pra longe, deixo estar que só o tempo cala tudo.
Vou forçar o riso pra ela rir de mim.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Pega a solidão e dança

Meus olhos continuam vidrados numa direção bem além do que consigo enxergar. O sol lá em cima brinca de se esconder atrás das nuvens. Vem chuva por aqui e não tenho papel pra secar tanta água.
A tinta da caneta preta tá acabando e ainda não achei rima boa pra fazer com teu nome. Você não pode ser azul, vermelho ou qualquer outra cor, só o preto lhe cai bem.
Queria musicar algo sobre o que aconteceu sem a melancolia dos meus textos cansativos. Queria fugir da mesmice escrita nesse caderno, vivo de um assunto vago e já usei todas as palavras que tenho sobre ele. Meu vocabulário é limitado.
Já te rasguei de trechos aleatórios em textos imensos que tenho na cabeça, chego aqui e eles se colam. Coisa chata que não sai da caneta.
Será meu desânimo efeito teu ou do remédio?
Eu até quis brincar de escrever sobre você, fantasiei todas as mentiras e transformei nesse carnaval de ilusões. Esqueci que não sei sambar.

domingo, 8 de janeiro de 2012

So take this love, take it down

Caneta na mão, uma folha em branco esperando pra ser usada, o sentimento aflorado e eu aqui, sem saber o que escrever. Não sei descrever o que tá acontecendo, só sei que a culpa é tua.
Essas lágrimas que ficam a passear por meu rosto, essa depressão repentina que me vem toda noite quando lembro de ti. Noite, dia, é só a cabeça ficar vazia pra você me visitar. Preciso de um novo passatempo.
É difícil dizer pro papel a dor que você me traz depois de tantas alegrias que já contei aqui. Às vezes penso que tudo isso é um sonho ruim e que a minha menina vem me acordar. Não entendo porque você foi buscar em outra boca o que podia encontrar na minha.
Guardei meus melhores beijos, pensei meu futuro ao lado teu. Você destruiu meus planos. Deveriam ser os teus também. É horrível saber que vivi uma mentira e que mesmo assim ainda te quero.
Sei que não vou conseguir te apagar de mim, só quero aprender a viver contigo no peito, com esse buraco que não quer cicatrizar.
Vou te sentir de longe outra vez.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Deixa o amanhã e a gente sorri

Parei pra sentir o cheiro do asfalto e olhar o laranja do sol no céu. Com gosto de cigarro na boca pra tirar esse azedume do meu peito, olhei meu passado caminhando ao lado do teu presente. Agora entendo o que nunca fez sentido.
Já não é tão fácil te imaginar, tuas formas foram se perdendo e ganhando tons de cinza na memória. Teu olhar já não olha pra mim, teus ouvidos não me escutam, ainda que eu grite teu nome. 
Quero voltar onde a gente se esqueceu, talvez haja algum pedaço teu pra me colar. Guardei teu melhor sonho pra quando eu voltar, quando eu abrir tua porta e me jogar na tua cama, enrolar o teu lençol em nós. É só vontade de te provar um pouco mais, de te calar a covardia, te fazer cantar a melodia que deixamos de dançar.
Por agora, te observo pela janela do imaginar. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sentada, esperando o amanhecer

                                        - Minha vida tá igual o teu livro.
                                                      - Velho e surrado?
                                        - Também. E de cabeça pra baixo.

Me bateu a depressão da meia-noite e são apenas onze horas. Enquanto você vive no teu castelo frio e distante, lembranças tuas vem me aquecer a noite.
Eu não queria que fosse assim, tuas juras se perderam em outra boca. Queria que isso fosse apenas outro sonho ruim e que tu viesse de manhã me acordar. Não consigo me acostumar a viver sem teu sorriso, vivo a forçar o meu pra aparentar o que não sinto.
Quero olhar pra frente e não te encontrar em mim, quero te rasgar da memória mas te guardei num lugar onde não dá pra apagar. Quero ser forte pra escrever alguém no teu lugar.
Vou parar de te lembrar e de não deixar tu me esquecer, o tempo vai me ajudar a te anular. Preciso reerguer minhas paredes, preciso me encontrar pra tentar te perder. Espero um dia lembrar de ti sem lágrimas nos olhos, espero lembrar você e sorrir. Você me destruiu, menina. 
Você desfez nosso futuro, hoje sou só eu na madrugada.